Não é sobre passar pano, é sobre ser humano.
Pergunta simples e direta: Se você fosse filmado por 24h, você seria cancelado em algum momento?
Eu digo que "SIM". Certamente me cancelariam e nem demoraria muito pra isso acontecer, eu me irrito facilmente, eu perco as estribeiras, eu falo umas merdas, e tá tudo certo. Isso é sobre ser de carne e osso, é sobre ser "humano" do ponto de vista mais objetivo da palavra.
Gente é bicho que erra! Então por que alguns estão se dando o direito de apontar com tanta veemência o dedo para os outros sem o menor constrangimento de olharem para si mesmos?
Sabe, eu costumo dizer que a cultura do cancelamento e a ideia de "bandido bom é bandido morto" compartilham uma mentalidade de julgamento e punição extremos - elas não dão espaço para redenção ou aprendizado.
Ambas são simplificações perigosas que ignoram a complexidade da natureza humana e das circunstâncias que levam a comportamentos inadequados. Ambas podem resultar em consequências severas e irreparáveis para aqueles que são alvo, sem considerar a possibilidade de arrependimento, reabilitação ou mudança.
Essas mentalidades também podem encorajar um ambiente de medo e vigilância constante, onde as pessoas se sentem constantemente sob escrutínio e pressão para se conformarem a padrões arbitrários de comportamento.
Em vez de promover um diálogo construtivo e a busca por soluções que promovam a justiça e o crescimento pessoal e social, tanto a cultura do cancelamento quanto a mentalidade de "bandido bom é bandido morto" tendem a promover uma abordagem punitiva e divisiva, que pode minar a empatia, a compaixão e a busca por entendimento mútuo.
Não. Não é sobre "passar pano' é sobre ser humano!
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